Ortodontia infantil: a idade certa da primeira consulta
Por que a primeira avaliação ortodôntica é recomendada por volta dos 6 aos 7 anos, quais sinais pedem consulta antes disso e o que a janela de crescimento permite corrigir.

Autora
Dra. Maria Teresa de Moraes
Especialista em Ortodontia · CRO/SP 118.686
Publicado
02 de agosto de 2026
A Sociedade Brasileira de Ortodontia recomenda a primeira avaliação ortodôntica por volta dos 6 anos, quando começa a troca dos dentes de leite pelos permanentes. A Associação Americana de Ortodontia recomenda que a primeira avaliação aconteça até os 7 anos. A proposta nessa idade é acompanhar o crescimento para agir na hora certa, se houver necessidade.
Existe uma janela de tempo em que os ossos da face ainda estão em formação, e é ela que permite corrigir com um aparelho simples o que, mais tarde, exigiria extração ou cirurgia.
Por que tão cedo
Entre os 6 e os 12 anos, a criança vive a dentição mista, com dentes de leite e permanentes na boca ao mesmo tempo. É o período em que o ortodontista consegue:
- Identificar falta de espaço antes que o dente permanente nasça fora do lugar
- Corrigir a largura da maxila enquanto a sutura do céu da boca ainda não se fechou
- Redirecionar o crescimento da mandíbula em casos de retrusão ou projeção
- Interceptar hábitos que deformam a arcada, como sucção de dedo e chupeta prolongada
- Detectar dentes ausentes de nascença ou inclusos, planejando com anos de antecedência
Depois que o crescimento termina, o mesmo problema esquelético deixa de ser corrigível apenas com aparelho.
Sinais que pedem avaliação antes dos 6 anos
- Respiração pela boca, com boca aberta durante o sono, ronco e olheiras
- Sucção de dedo ou chupeta que persiste depois dos 3 anos
- Dificuldade para mastigar ou morder alimentos
- Dentes da frente que não se encostam ao fechar a boca
- Mordida cruzada, quando os dentes de baixo ficam por fora dos de cima
- Queda muito precoce de dente de leite, por cárie ou trauma, que faz os vizinhos ocuparem o espaço
- Troca de dentes muito atrasada em relação às crianças da mesma idade
- Fala com dificuldade em certos sons, já apontada pela fonoaudiologia
O que pode ser feito nessa fase
Ortopedia funcional dos maxilares, com aparelhos removíveis que orientam o crescimento ósseo.
Expansor palatino, que alarga a maxila aproveitando a sutura ainda aberta, algo impossível de fazer sem cirurgia na vida adulta.
Mantenedor de espaço, que segura o lugar do dente permanente quando o de leite cai cedo demais.
Aparelhos interceptativos, que corrigem mordida cruzada e hábitos antes que eles moldem o osso.
Acompanhamento simples, que é a conduta mais comum: consultas periódicas apenas para observar, sem instalar nada.
A Dra. Maria Teresa de Moraes, especialista em Ortodontia e responsável técnica da PLENA (CRO/SP 118.686), observa que a maioria das crianças avaliadas cedo sai da consulta apenas com uma data de retorno. O valor da avaliação precoce está em saber o momento certo de começar.
Duas fases, e por que isso não é venda dupla
Muitos casos seguem um modelo de duas fases: uma intervenção curta na infância, para resolver o problema ósseo, e um tratamento ortodôntico mais adiante, na adolescência, para alinhar os dentes permanentes. Isso costuma gerar desconfiança em quem não conhece a lógica.
A razão é biológica. A fase 1 aproveita o crescimento, que tem prazo de validade. A fase 2 alinha dentes, e dente se alinha em qualquer idade. Fazer tudo de uma vez na adolescência significa perder a chance de agir sobre o osso.
O papel dos pais
- Levar para avaliação por volta dos 6 anos, mesmo sem queixa aparente
- Não esperar a criança reclamar, porque criança se adapta a mordida errada sem perceber
- Manter a rotina de higiene e as consultas de prevenção
- Observar respiração, ronco e postura de boca aberta, e relatar ao dentista
- Tratar cárie em dente de leite, que tem função de guia para o permanente
Ortodontia infantil em Osasco
A PLENA Odontologia atende na Av. Hilário Pereira de Souza, 406, Torre 1, no Jardim Brasil, região central de Osasco, de segunda a sábado das 9h às 18h, recebendo também famílias de Carapicuíba, Barueri e Cotia.
A avaliação infantil é conduzida pela Dra. Maria Teresa de Moraes, especialista em Ortodontia, com exame clínico, análise do crescimento e indicação dos exames necessários. Se o caso for de acompanhar, você sai com a data do retorno. Se for de tratar, sai com o plano por escrito.
Para famílias que já estão pesquisando custos, o guia de valores de aparelho reúne as faixas de mercado por tipo de tratamento.
Agende a avaliação do seu filho e descubra em que fase ele está.
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Perguntas frequentes
Com que idade meu filho deve ir ao ortodontista pela primeira vez?
A Sociedade Brasileira de Ortodontia recomenda a primeira avaliação por volta dos 6 anos, quando começa a troca dos dentes. A Associação Americana de Ortodontia recomenda que ela aconteça até os 7 anos. Diante de sinais como respiração bucal, mordida cruzada ou sucção de dedo persistente, a consulta pode ser antecipada.
Criança de 7 anos já pode usar aparelho?
Pode, quando há indicação clara, e nesses casos costumam ser aparelhos ortopédicos ou interceptativos, raramente o aparelho fixo tradicional. A conduta mais comum nessa idade, porém, é o acompanhamento periódico do crescimento, sem instalar nada.
Por que alguns tratamentos infantis têm duas fases?
Porque cada fase resolve um problema diferente. A primeira aproveita o crescimento ósseo, que tem prazo de validade, para corrigir largura de maxila e relação entre os maxilares. A segunda, na adolescência, alinha os dentes permanentes. Dente se alinha em qualquer idade, mas osso só se orienta durante o crescimento.
Chupeta e dedo estragam mesmo os dentes?
Quando o hábito persiste após os 3 anos, sim. A pressão constante altera o formato do céu da boca e projeta os dentes da frente, criando mordida aberta. Quanto mais cedo o hábito é interrompido, maior a chance de correção espontânea.
Onde encontrar ortodontia infantil em Osasco?
A PLENA Odontologia atende crianças na Av. Hilário Pereira de Souza, 406, Jardim Brasil, região central de Osasco, sob responsabilidade técnica da Dra. Maria Teresa de Moraes, especialista em Ortodontia (CRO/SP 118.686), de segunda a sábado das 9h às 18h.
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