Restauração de resina ou amálgama: vale trocar as antigas?
Nem toda restauração antiga precisa ser trocada. Entenda quando a substituição é indicada, quando trocar traz mais risco que benefício e o que dizem os critérios clínicos.
Autora
Dra. Maria Teresa de Moraes
Especialista em Ortodontia · CRO/SP 118.686
Publicado
08 de agosto de 2026
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Perguntas frequentes
Preciso trocar minhas restaurações de amálgama?
Não por serem antigas ou escuras. Restauração íntegra, sem infiltração, sem fratura e sem cárie associada pode ser apenas acompanhada. Cada troca remove um pouco mais de estrutura dental sadia, e esse ciclo repetido é o que leva dentes funcionais a precisarem de coroa ou canal.
Quando a substituição é realmente indicada?
Diante de infiltração com cárie recorrente, fratura da restauração ou do dente, desadaptação com degrau que retém placa, sensibilidade persistente naquele dente ou restauração tão extensa que exija reforço estrutural com onlay ou coroa.
Resina dura menos que amálgama?
A durabilidade da resina varia bastante conforme tamanho da cavidade, localização, técnica de aplicação, higiene e presença de bruxismo. Em cavidades extensas de dentes posteriores, peças cerâmicas como onlays tendem a oferecer melhor previsibilidade que a resina direta.
Minha restauração caiu. É urgência?
Não costuma ser emergência, mas exige atendimento rápido. Guarde a peça, evite mastigar do lado afetado, mantenha a área limpa e não tente colar com adesivo doméstico. A estrutura exposta pode fraturar ou desenvolver cárie em pouco tempo.
Como saber se há cárie embaixo da restauração?
Pelo exame clínico associado à radiografia, porque a cárie recorrente costuma começar nas margens e nas faces entre os dentes, onde a inspeção visual não alcança. É um dos motivos pelos quais a revisão periódica inclui exames de imagem.
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