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Ortodontia4 min de leitura

Sobremordida e mordida aberta: como identificar e por que tratar

Dentes da frente que cobrem demais ou que não se encontram são dois extremos do mesmo eixo. Entenda as causas, os riscos e as opções de tratamento.

Imagem ilustrativa sobre Ortodontia

Autora

Dra. Maria Teresa de Moraes

Especialista em Ortodontia · CRO/SP 118.686

Publicado

09 de agosto de 2026

Sobremordida é quando os dentes superiores da frente cobrem excessivamente os inferiores ao fechar a boca, em alguns casos escondendo-os por completo. Mordida aberta é o oposto: os dentes da frente não se tocam, deixando um vão visível mesmo com a boca fechada. Ambas são alterações verticais da mordida e, além da estética, comprometem função, fala e distribuição de força.

O teste caseiro é simples: feche a boca normalmente e observe o quanto os dentes de cima cobrem os de baixo. O normal é uma cobertura de cerca de um terço da altura do dente inferior.

Sobremordida

Como identificar: os dentes inferiores da frente ficam pouco visíveis ou totalmente escondidos ao morder. Em casos acentuados, eles tocam a gengiva do céu da boca.

Causas mais comuns: componente esquelético, com desproporção no crescimento vertical; perda de dentes posteriores, que reduz a altura da mordida; hábitos de apertamento; e fatores hereditários.

Riscos: desgaste acentuado dos dentes anteriores, trauma na gengiva do palato, sobrecarga da articulação, fratura de restaurações e facetas, e limitação para reabilitação protética.

Mordida aberta

Como identificar: com os dentes de trás em contato, os da frente não se encontram, e há um vão visível.

Causas mais comuns: interposição de língua, sucção de dedo ou chupeta prolongada, respiração bucal com postura de língua baixa, e componente esquelético de crescimento vertical.

Riscos: dificuldade para cortar alimentos com os dentes da frente, alterações de fala como o ceceio, sobrecarga dos dentes posteriores, que passam a receber toda a força da mastigação, e tendência à recidiva quando a causa funcional não é tratada.

Por que a causa funcional importa tanto

Na mordida aberta, corrigir apenas a posição dos dentes sem tratar o hábito que a criou é receita para recidiva. Se a língua continua se interpondo entre os dentes ao engolir e ao falar, ela reabre o espaço depois do aparelho.

Por isso o tratamento frequentemente envolve avaliação fonoaudiológica e, quando há respiração bucal, investigação otorrinolaringológica. Ortodontia isolada resolve a forma, mas não a função que produziu a forma.

A Dra. Maria Teresa de Moraes, especialista em Ortodontia e responsável técnica da PLENA (CRO/SP 118.686), observa que mordida aberta é um dos casos em que mais se vê retorno do problema anos depois, e quase sempre porque o tratamento tratou o dente e ignorou o hábito.

As opções de tratamento

Na infância
É a fase mais favorável. Interromper o hábito de sucção, tratar a respiração bucal e usar aparelhos interceptativos costuma resolver antes que o padrão se consolide no osso, aproveitando a mesma janela discutida no post sobre ortodontia infantil.

No adolescente
Ortodontia com mecânicas específicas, associada a terapia miofuncional quando há componente de língua.

No adulto
Casos leves e moderados respondem a tratamento ortodôntico, muitas vezes com uso de dispositivos de ancoragem esquelética que permitem intruir ou extruir dentes de forma controlada. Casos esqueléticos acentuados podem ter indicação de cirurgia ortognática associada à ortodontia.

Reabilitação associada
Quando há desgaste importante dos dentes anteriores, a correção da mordida precede a reconstrução estética, porque devolver forma sem corrigir a força que a destruiu leva à fratura da peça nova.

O que acontece se não tratar

O desgaste é progressivo e não se regenera. Sobremordida acentuada não tratada costuma resultar, com os anos, em dentes anteriores encurtados, com necessidade de reabilitação bem mais complexa do que a correção ortodôntica que teria sido feita antes. Na mordida aberta, a sobrecarga posterior favorece fraturas e perdas dentárias.

Onde avaliar sua mordida em Osasco

A clínica funciona no Jardim Brasil, região central de Osasco, na Av. Hilário Pereira de Souza, 406, Torre 1. O atendimento vai de segunda a sábado, das 9h às 18h, e alcança também quem vem de Carapicuíba, Barueri e Cotia.

A ortodontia é conduzida pela Dra. Maria Teresa de Moraes, especialista na área, com documentação completa para diferenciar o que é dentário do que é esquelético, informação que muda completamente o plano.

Percebeu que seus dentes da frente não se encontram, ou que os de baixo somem ao morder? Agende sua avaliação.

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Perguntas frequentes

Como sei se tenho sobremordida?

Feche a boca normalmente e observe o quanto os dentes superiores da frente cobrem os inferiores. O padrão considerado normal é uma cobertura de cerca de um terço da altura do dente inferior. Quando os inferiores quase somem ou tocam a gengiva do palato, há sobremordida acentuada.

Mordida aberta volta depois do tratamento?

Pode voltar quando a causa funcional não é tratada. Se a língua continua se interpondo entre os dentes ao engolir e ao falar, ela reabre o espaço depois do aparelho. Por isso o tratamento costuma envolver avaliação fonoaudiológica e, havendo respiração bucal, investigação otorrinolaringológica.

Adulto consegue corrigir mordida aberta sem cirurgia?

Em casos leves e moderados, sim, com tratamento ortodôntico que muitas vezes utiliza dispositivos de ancoragem esquelética para movimentar os dentes de forma controlada. Casos esqueléticos acentuados podem ter indicação de cirurgia ortognática associada à ortodontia.

Sobremordida desgasta os dentes?

Sim, e de forma progressiva. O contato excessivo dos dentes anteriores provoca desgaste que não se regenera, além de possível trauma na gengiva do palato e sobrecarga da articulação. Com os anos, a reabilitação necessária se torna bem mais complexa que a correção ortodôntica precoce.

Chupeta causa mordida aberta?

O hábito de sucção prolongado, seja de chupeta ou de dedo, é uma das causas mais frequentes de mordida aberta anterior na infância. Quanto mais cedo o hábito é interrompido, maior a chance de correção espontânea, principalmente enquanto os dentes permanentes ainda não se estabeleceram.

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